O homem é dotado do poder do raciocínio. Indubitavelmente uma grande conquista evolucional. É capaz de edificar e destruir sociedades.
Todavia, a única sociedade realmente relevante é a interior. Quando o ser humano conflitua-se consigo mesmo, cria um terreno fértil para equívocos. Muitas vezes, um simples lapso individual se torna verdade universal. Então, para corrigir esse erro, é preciso enfrentar a cultura e revirar idéias intocáveis.
A porcelana ideológica humana é bela; porém oca e frágil. Não por falta de esforços, mas por desvios de percepção.
Uma vez que todo o raciocínio lógico provém de empirismos muito anteriores, constata-se que a humanidade está mergulhada em um mar de trevas. Ou estava.
O moralismo, antes violento com quem o mantinha, encena seu fim. A cultura perde-se em meio a novas criações. Os fatos mudam com a mesma velocidade das relações.
E não seria uma evolução? Libertar-se do anacronismo para vagar em luzes… Ao infinito e além!